viernes, setiembre 29, 2006

Árbol K.: Lispector en verso





- El Jornal de Poesia publicó hace tiempo en su página Web nueve poemas de la extraordinaria escritora Clarice Lispector.

- La versión “en verso” del padre Antônio Damázio es un pretexto para charlar y homenajear a Lispector que sólo escribió prosa.

- A pesar de que Lispector nunca escribió en forma no versificada, fue un poeta verdadero, pues como dice Benedicto Ferri de Barros no basta que un texto esté quebrado en líneas para ser poesía.

- Este fue el doble homenaje del Jornal de Poesia del Brasil a la escritora y, por qué no, al creador de esos poemas versificados.

- El ciudadano K. no ha creido necesario traducirlos a la lengua de Cervantes.

K.



Dá-me a tua mão


Dá-me a tua mão:
Vou agora te contar
como entrei no inexpressivo
que sempre foi a minha busca cega e secreta.

De como entrei
naquilo que existe entre o número um e o número dois,
de como vi a linha de mistério e fogo,
e que é linha sub-reptícia.

Entre duas notas de música existe uma nota,
entre dois fatos existe um fato,
entre dois grãos de areia por mais juntos que estejam
existe um intervalo de espaço,
existe um sentir que é entre o sentir
- nos interstícios da matéria primordial
está a linha de mistério e fogo
que é a respiração do mundo,
e a respiração contínua do mundo
é aquilo que ouvimos
e chamamos de silêncio.



A perfeição


O que me tranqüiliza
é que tudo o que existe,
existe com uma precisão absoluta.

O que for do tamanho de uma cabeça de alfinete
não transborda nem uma fração de milímetro
além do tamanho de uma cabeça de alfinete.

Tudo o que existe é de uma grande exatidão.
Pena é que a maior parte do que existe
com essa exatidão
nos é tecnicamente invisível.

O bom é que a verdade chega a nós
como um sentido secreto das coisas.

Nós terminamos adivinhando, confusos,
a perfeição.



Mas há a vida

Mas há a vida
que é para ser
intensamente vivida,
há o amor.
Que tem que ser vivido
até a última gota.
Sem nenhum medo.
Não mata.


Amor à Terra

Laranja na mesa.
Bendita a árvore
que te pariu.



Meu Deus, me dê a coragem

Meu Deus, me dê a coragem
de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites,
todos vazios de Tua presença.
Me dê a coragem de considerar esse vazio
como uma plenitude.
Faça com que eu seja a Tua amante humilde,
entrelaçada a Ti em êxtase.
Faça com que eu possa falar
com este vazio tremendo
e receber como resposta
o amor materno que nutre e embala.
Faça com que eu tenha a coragem de Te amar,
sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo.
Faça com que a solidão não me destrua.
Faça com que minha solidão me sirva de companhia.
Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar.
Faça com que eu saiba ficar com o nada
e mesmo assim me sentir
como se estivesse plena de tudo.
Receba em teus braços
o meu pecado de pensar.


A lucidez perigosa

Estou sentindo uma clareza tão grande
que me anula como pessoa atual e comum:
é uma lucidez vazia, como explicar?
assim como um cálculo matemático perfeito
do qual, no entanto, não se precise.

Estou por assim dizer
vendo claramente o vazio.
E nem entendo aquilo que entendo:
pois estou infinitamente maior que eu mesma,
e não me alcanço.
Além do que:
que faço dessa lucidez?
Sei também que esta minha lucidez
pode-se tornar o inferno humano
- já me aconteceu antes.

Pois sei que
- em termos de nossa diária
e permanente acomodação
resignada à irrealidade -
essa clareza de realidade
é um risco.

Apagai, pois, minha flama, Deus,
porque ela não me serve
para viver os dias.
Ajudai-me a de novo consistir
dos modos possíveis.
Eu consisto,
eu consisto,
amém.



Nossa truculência

Quando penso na alegria voraz
com que comemos galinha ao molho pardo,
dou-me conta de nossa truculência.
Eu, que seria incapaz de matar uma galinha,
tanto gosto delas vivas
mexendo o pescoço feio
e procurando minhocas.
Deveríamos não comê-las e ao seu sangue?
Nunca.
Nós somos canibais,
é preciso não esquecer.
E respeitar a violência que temos.
E, quem sabe, não comêssemos a galinha ao molho pardo,
comeríamos gente com seu sangue.

Minha falta de coragem de matar uma galinha
e no entanto comê-la morta
me confunde, espanta-me,
mas aceito.
A nossa vida é truculenta:
nasce-se com sangue
e com sangue corta-se a união
que é o cordão umbilical.
E quantos morrem com sangue.
É preciso acreditar no sangue
como parte de nossa vida.
A truculência.
É amor também.



Estrela perigosa

Estrela perigosa
Rosto ao vento
Marulho e silêncio
leve porcelana
templo submerso
trigo e vinho
tristeza de coisa vivida
árvores já floresceram
o sal trazido pelo vento
conhecimento por encantação
esqueleto de idéias
ora pro nobis
Decompor a luz
mistério de estrelas
paixão pela exatidão
caça aos vagalumes.
Vagalume é como orvalho
Diálogos que disfarçam conflitos por explodir
Ela pode ser venenosa como às vezes o cogumelo é.

No obscuro erotismo de vida cheia
nodosas raízes.
Missa negra, feiticeiros.
Na proximidade de fontes,
lagos e cachoeiras
braços e pernas e olhos,
todos mortos se misturam e clamam por vida.
Sinto a falta dele
como se me faltasse um dente na frente:
excrucitante.
Que medo alegre,
o de te esperar.



Quero escrever o borrão vermelho de sangue

Quero escrever o borrão vermelho de sangue
com as gotas e coágulos pingando
de dentro para dentro.
Quero escrever amarelo-ouro
com raios de translucidez.
Que não me entendam
pouco-se-me-dá.
Nada tenho a perder.
Jogo tudo na violência
que sempre me povoou,
o grito áspero e agudo e prolongado,
o grito que eu,
por falso respeito humano,
não dei.

Mas aqui vai o meu berro
me rasgando as profundas entranhas
de onde brota o estertor ambicionado.
Quero abarcar o mundo
com o terremoto causado pelo grito.
O clímax de minha vida será a morte.

Quero escrever noções
sem o uso abusivo da palavra.
Só me resta ficar nua:
nada tenho mais a perder.


Clarice Lispector
(Brasil, 1920 - 1977)


Iluminaciones del post por:
http://www.photodom.com/top20.php
http://www.naturescapes.net/covers/092005.htm

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jueves, setiembre 28, 2006

Árbol K.: Jorge Teillier y "Paisaje de clínica"





- El miércoles 27 de septiembre, el blog Huir (una publicación que circula y se fuga) ha subido un poema de Teillier que posteo in extenso abajo.

- Para los que no sabemos, Jorge Teilleir (1935 - 1996) es el “poeta de la lluvia” y el estilo “lárico” en Chile.

- Eduardo Llanos Melussa asegura que la poesía de Teillier “es fronteriza y transicional”.

- Aristóteles España, más cauto y preciso, sostiene: “El poeta (Teillier) creó un Sur mítico, con relámpagos, amaneceres, plazas, el viento en todo su esplendor, con referencias melancólicas y llenas de símbolos que las hacen universales.”

- Los dominios perdidos, antología poética de Jorge Teillier, selección de Erwin Díaz. Fondo de Cultura Económica, Santiago, 1992.

K.



Paisaje de clínica


Ha llegado el tiempo
En que los poetas residentes
Escriban acrósticos
A las hermanas de los maníaco-depresivos
Y a las telefonistas.

Los alcohólicos en receso
Miran el primer volantín
Elevado por el joven psicópata.

Sólo un loco rematado
Descendiente de alemanes
Tiene permiso para ir a comprar "El Mercurio".

Tratemos de descifrar
Los mensajes clandestinos
Que una bandada de tordos
Viene a transmitir a los almendros
Que traspasan los alambres de púa.

William Gray, marino escocés,
Pasado su quinto delirium
Nos dice que fue peor el que sufrió en el Golfo Pérsico
Y recita a Robert Burns
Mientras el "Clanmore", su barco, ya está en Tocopilla.

Ha llegado el tiempo
En que de nuevo se obedece a las campanas
Y es bueno comprar coca-cola
A los Hermanos Hospitalarios.

El Pintor no cree
En los tréboles de cuatro hojas
Y planea su próximo suicidio
Heborizando entre yuyos donde espera hallar cannabis
Para enviarla como tarjeta de Pascua
A los parientes que lo encerraron.

Los caballos aran preparando el barbecho.
En labor-terapia
Los mongólicos comen envases de clorpromazina.

Saludo a los amigos muertos de cirrosis
Que me alargan la punta florida de las yemas
De la avenida de los ciruelos.

La Virgen del Carmen
Con su sonrisa de yeso azul
Contempla a su ahijado
Que con los nudillos rotos
Dormita al sol atiborrado de Valium 10.

(En el Reino de los Cielos
Todos los médicos serán dados de baja).

Aquí por fin puedes tener
Un calendario con todos los días
Marcados de rojo
O de blanco.

Es la hora de dormir -oh abandonado-
Que junto al inevitable crucifijo de la cabecera
Velen por nosotros
Nuestra Señora la Apomorfina
Nuestro Señor el Antabus
El Mogadón, el Pentotal, el Electroshock.

(De Para un pueblo fantasma, 1978)


Jorge Teillier
(Chile, 1935 - 1996)

Para saber más de este poeta:
http://www.letras.s5.com/archivoteillier.htm

La iluminación de este post es de Jean-Baptiste Mondino

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miércoles, setiembre 27, 2006

"El Batiscafo" se sumerge en el mar cruceño





-En espera que no sea el último ni el mejor, ha salido a las calles orientales los primeros ejemplares de afirmación del espíritu creativo boliviano


1. A pesar de la luz roja en contra, el primer número de la revista cultural El Batiscafo ya está inmersa en la Feria Exposición de Santa Cruz (Expocruz 2006): es pura metáfora, pura crítica y pura diatriba que da gusto. Sólo cuenta 5 bolivianos.

2. La información fue proporcionada al blog K. desde la ciudad autonómica de Santa Cruz de la Sierra por la poeta Emma R. Villazón Richter, quien además adelantó que se presentaría en la Expocruz 2006.

3. “En este 1º número hay una entrevista a Vilma Tapia, hay una reseña del misterioso Coetzee, un comentario sobre la peli de ‘La llamita’, una crónica muy personal sobre la Feria del Libro de nuestra ciudad, además de un cuento y un poema”, apunta Villazón.

4. El Batiscafo aparece en papel obra y en el color sepia igual que las primeras publicaciones subversivas de las revistas literarias anarquistas del poeta Humberto Quino Márquez y otros compinches de La Paz.

5. La revista está dirigida por el almirante Marcelo Bacarreza (alias Ludwinci) en compañía de los columnistas (oceanógrafos) Emma Villazón y Saúl Montaño, y bajo la colaboración de los “polizontes” Fernando Burgoa, Juan Pablo Pedraza y Antonio M. Pecoraro: chicos que les gusta la literatura, el cómic, el cine, las pinturas, entre otras cosas.

6. El diseño y la diagramación de esta “bonita” revista submarina pertenece al cartógrafo Rodrigo Simona.

7. Nace hace falta tener un mar al frente, porque El Batiscafo es, ante todo, “un vehículo sumergible” especialmente diseñado para llegar a grandes profundidades bajo el océano, “muy útil para explorar e investigar”, se precisa desde la Editorial que ya es una bitácora marítima, la primera en arena cruceña.

K.

Sugerencias, comentarios, aportes y consultas:
revistabatiscafo@hotmail.com


Teléfono: 3-301825
C/ René Moreno Nº 153
Edificio Santa Cruz Tur
2do. Piso Oficina 2
Made in Bolivia

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martes, setiembre 26, 2006

Clarice Lispector se hace mujer





- Como Alfonsina Storni o como Hilda Mundy o como muchas otras escritoras de su época, la escritora carioca tuvo su columna femenina en la prensa de su país.

- El suplemento Las/12(Página 12) ha revelado que “usaba seudónimo” y “buscaba ser funcional al modelo de mujer que se dejaba seducir por el boom de los electrodomésticos y los primeros pasos hacia el mundo del trabajo.”

- La autora del rescate, María Mansilla, anuncia que todas sus columnas “fueron reunidas en una antología apta para fetichistas que, por estos días, posa en los mesones de las mejores librerías cariocas: Correio feminino de Editora Rocco.”

- El blog del ciudadano K. copia dos de ellas para el placer de la blogosfera femenina.

K.



ESPEJO MAGICO
Publicado en Diário da Noite,
28 de abril de 1960


No sólo el espejo de la madrastra de Blancanieves es mágico. La verdad es que todo espejo tiene la misma magia. ¿Recuerdan a la madrastra malvada? Ella tomaba el espejo –probablemente era un espejo de cartera– y preguntaba:

–¿Quién es más linda que yo?

El espejo respondía. Como cualquier espejo.

No se desanime por lo que cualquier espejo puede responder. Las respuestas no son tan crueles, son informativas, y de usted depende el uso de las informaciones.

Sólo que la pregunta de la reina no cabe. Y no importa. Usted no debe preguntar: “Quién es más linda que yo”. Es mejor preguntarle al espejo: “¿Cómo puedo estar más linda de lo que soy?”.

Aquí los ingredientes para un espejo mágico: 1) un espejo propiamente dicho, preferentemente uno de cuerpo entero, 2) usted delante de ese espejo, 3) coraje.

Sólo porque hablé de coraje apuesto a que se está preparando para descubrir algo amedrentador. No es eso. Coraje para verse, en vez de imaginarse. Y, sin darse cuenta, encontrar algún plan cuyo objetivo secreto sea llegar a ser lo que usted imaginó. Pero recuerde: la imaginación sólo nos sirve cuando está basada en la realidad. Su “material de trabajo” es la realidad respecto de usted misma.

No le voy a decir lo que tiene que hacer para mejorar su apariencia. No tengo la pretensión de enseñarle al pez a nadar. Hay sólo una cosa que usted no sabe: que sabe nadar. Quiero decir: si tiene confianza en sí misma, descubrirá que sabe mucho más de lo que piensa. Pero, de cualquier manera, estaré aquí para ayudarla a no olvidar lo que sabe.



POR LO MENOS FUME BIEN
Publicado en Diário da Noite,
8 de noviembre de 1960


Lo mejor es no fumar, tanto para hombres como para mujeres. Pero si usted fuma, fume bien, fume com jeito femenino. Fume sin apurarse (apurarse no es elegancia, es torpeza). No tire la ceniza del cigarrillo con la punta de la uña (es muy feo). No hable con el cigarrillo entre los labios (eso está bien para estibadores y, asimismo, para estibadores varones; incluso siendo estibadora, usted no debe). Tazas y platitos no son ceniceros, sobre todo cuando la fumadora es mujer (la rudeza es más tolerable en los hombres).

Las iluminaciones de este post pertenecen a:
Jean-Baptiste Mondino

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Giordano arriba a la ciudad de los anillos





- En una fase inédita, Santa Cruz de la Sierra entra al “Tour de las Américas”. En su segunda visita a Bolivia, el argentino también viajará a la ciudad de Cochabamba.

1. El estilista argentino Roberto Giordano llega esta tarde a las 18.30, a la ciudad de Santa Cruz de la Sierra, Bolivia, junto con nueve modelos argentinas y chilenas que participarán en el gran show de moda que se realizará este jueves 28 de septiembre, en el escenario principal de la Expocruz.

2. Según nota especial de El Nuevo Día, el show se realiza por primera vez en Santa Cruz y forma parte del “Tour de las Américas” que el estilista organiza, en las ciudades de Buenos Aires, Montevideo, Santiago de Chile, Cartagena de Indias y finaliza en Miami, en diciembre.

3. El Deber informa que Giordano estará por unas horas en la capital crcueña y luego viajará a Cochabamba para conocer la peluquería recientemente abierta en el Cine Center. En la noche, el hombre volverá a Santa Cruz para asistir a la feria y ver dónde se realizará su show.

4. En la misma hora, pisarán suelo cruceño las modelos chilenas Pilar Jarpa y Carolina de Moras y la boliviana residente en Santiago, Fabiola Castro Pinto.

5. Por la mañana, de La Paz llegarán Pamela Muñoz y Sandra Alcázar, que representó a su departamento en el Miss Bolivia 2005.



6. Al mediodía será el turno de las cochabambinas: nueve chicas de esa ciudad vienen a lucirse a Santa Cruz.

7. Las que quisieron adelantarse fueron las argentinas Claudia Ciardone y Catalina Rouller, que llegaron ayer al final de la tarde junto a un equipo del diario La Nación que vino a cubrir el espectáculo.

8. Por otro lado, Claudia Mansilla, responsable de prensa del evento, indicó a El Deber que todo está casi listo para el jueves, cuando a las 21:00 Giordano, acompañado por Jimena Antelo, den inicio al show en el escenario principal de la feria con casi 60 modelos en pasarela.

9. Son 28 modelos bolivianas que participarán en el espectáculo y 30 argentinas y chilenas, entre ellas Julieta Prandi y la boliviana Fabiola Castro, quienes lucirán prendas de las diseñadoras nacionales, Angela Razuk, Mónica Schutt, Rosita Hurtado y Beatriz Canedo.

10. Los diseñadores argentinos que confirmaron su presencia son Ricky Sarkany, Bianca Dinelly, Rosa Hoffman, Guadalupe Quiñones, Lucrecia Gamundi y el famoso Benito Fernández, quien trae su estilo de gala.

11. Maricruz Ribera y Carla Morón serán las únicas modelos cruceñas independientes que se presentarán en el Show de Giordano.



12. La cita es el 28 en el escenario principal de la Expocruz a partir de las 22.00. Es gratuito.

13. Hay 600 butacas habilitada para las autoridades y el público invitado de los auspiciadores al evento.

14. La pasarela tiene una distancia de 18 metros de largo.

K.

Roberto Giordano on line:
http://www.robertogiordano.com/

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Dios oye todo y a todos





- No importa qué digamos o qué callamos, Dios oye lo que decimos y lo que callamos. A veces insultamos a la gente o a veces pensamos que nadie se interesa en nosotros. Pero es indudable que estamos siempre escuchados por El. Por eso debemos cuidar lo que sale de nuestros labios y lo que guardamos en nuestro corazón. Tal las palabras reflexivas de Barbosa.

K.


Dios oye todo y a todos


"Amo al Señor, pues ha oído mi voz y mis súplicas" (Salmos 116:1).

Un hombre que trabajaba en el sector de equipajes de una grande estación ferroviaria dejó caer un paquete pesado en su pie y empezó a blasfemar. Una pequeña niña, de pie junto a la entrada, al escucharlo le habló: "Por favor, señor, no diga tales cosas. ¿No sabe qué Dios está oyendo lo que usted dice?"

¿Será qué nos hemos dado cuenta de qué Dios oye a todos? ¿Utilizamos, al mismo tiempo, nuestros labios para maldecir, avergonzar al Señor o para glorificar el nombre de Jesús?

Bueno es estar en la presencia del Señor, decirle que Lo amamos, que conocerlo fue la mejor cosa que nos aconteció, que Su compañía nos llena de júbilo.

Poder hablar a todo instante con Él, leer su Palabra y confesar que es el mejor alimento de todo nuestro día, entregar a Su cuidado nuestra noche de descanso es algo que ni una poesía inspirada puede describir.

A veces pasamos el día callados, con el semblante amargado, sin brillo en el rostro, derrotados. Parece que nadie se importara en nuestros problemas y en nuestras aflicciones.

Más bien cerca a nosotros existe alguien que está presto a oír, a acariciar, a decir con la voz más tierna del mundo: "Hable conmigo, estoy aquí, quiero oír cada una de las palabras que usted anhela decir. Tengo respuestas a todas sus inquietudes."

El mejor Amigo está cerca y estará siempre presto a oírlo a usted.


Por Paulo Barbosa
Un ciego en el Internet
tprobert@terra.com.br

La iluminación pertenece al sitio Web:
http://mondino-update.net/

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lunes, setiembre 25, 2006

Árbol K.: Antología griega





- El poeta mexicano José Emilio Pacheco ha elaborado una “Guirnalda de Melisa” con 16 aproximaciones a la Antología griega. Su capacidad de traducción de algunos textos griegos es muy atendida y difundida en América latina. El texto fue extractado de la revista Letras Libres, febrero de 2005.

-En la literatura griega, Melisa es diosa de la ciencia. Es la sacerdotisa de Deméter despedazada por sus vecinas que intentaron hacerla desvelar los misterios en los que había sido iniciada por la diosa. Como castigo, Deméter mandó una peste que asoló el lugar y en reconocimiento a la finada, del cuerpo de Melisa salieron abejas.

K.


“Guirnalda de Melisa”


Prólogo
Asclepíades: Al padre de los dioses


Contra el planeta entero arroja tu furia:
tormenta, rayos, lluvia, nieve, granizo,
calor, tinieblas.
Estremece la tierra cuanto quieras.
Exponme a todos los peligros.
Cederé si me matas.
Pero si me conservas la existencia
no dejaré de amar a las mujeres.
Hacia ellas me impulsa el mismo dios,
Eros,
que te domina incluso a ti,
Padre Zeus.


1. Rufino: La vida breve
Dura poco la edad de los placeres.
El resto de tu vida lo ocupa la vejez
y en seguida viene la muerte.


2. Estratón: Resentimiento
Las muchachas altivas y de cuerpo perfecto,
que nos miran con gran desprecio,
son fruto de la higuera en la más alta peña:
se las comen los buitres y los cuervos.



3. Arquíloco: Allá arriba
Melisa, higuera de las peñas,
tu hermosura alimenta los cuervos.
A todos quieres, tú, la más deseable,
la que ofrece deleite y da sufrimiento.


4. Meleagro: Dones
Eros le dio a Melisa la hermosura,
Afrodita la magia de su lecho,
su encanto lo heredó de las Tres Gracias.


5. Posidipo: Contumacia
Mucho antes de que saque los pies del fuego
ya me incita otra hoguera.
Nunca dejo de amar.
El deseo me trae más lágrimas
y el dolor del amor renuevo.



6. Asclepíades: No te importe después
Ayer tuve a Melisa entre mis brazos.
Una cadena atada a su cintura
llevaba escrito en letras de oro:
Ámame.
No te importe después
que otros me tengan.


7. Argentario: Como la abeja
Melisa es
como la abeja —amiga de las flores:
cuando te ama destila miel.
Cuando habla de lo que hace con tus rivales
te clava el aguijón
—como la abeja.


8. Macedonio el Cónsul: Melisa
Tu nombre evoca toda la dulzura
—pero eres más amarga que la muerte.


9. Posidipo: Nadie
"Catulo, es vergonzoso —escribe Manlio—
que sigas en Verona cuando aquí en Roma
calienta cualquier joven a la moda
su cuerpo en aquel lecho que abandonaste."
No es ninguna vergüenza, Manlio,
sino más bien una desgracia.
— Catulo, LXVIII



No trates de ablandarme con tus lágrimas,
Melisa. Bien lo sé:
si estás conmigo
suspiras que me amas como a nadie.

Pero cuando otro te posee le juras:
—Te quiero como a nadie en este mundo.



10. Filodemo el Epicúreo: Abismo
Cada vez que me acuesto con Melisa
siento que toco el fondo del abismo
y echo a perder mi vida.

Ya no estoy en edad,
hago el ridículo,
todo es terrible y todos me condenan.

Pero de nada sirve esta conciencia:
Cuando clava la flecha del deseo
Eros destruye en ti todos los miedos.


11. Rufino: Objeción
De ti amo todo
—menos tu mal gusto
que te lleva a aceptar a quienes detesto.



12. Nicarco: Sensatez
A esta edad lo sensato
no es buscarse una amante
sino un sepulcro.


13. Filomeno el Epicúreo: No hay salida
Pena y vergüenza da el amor de un viejo.
Los años que reclaman
los generales al soldado fuerte
se los pide a su amigo una muchacha.
— Ovidio, Amores, IX

Todos me exigen:
—Rompe con Melisa.
Ya no sigas cubriéndote de oprobio.

Es vergonzoso:
Me quedé sin fuerza
para escapar
porque la cruel muchacha,
siempre que me repite:
—No te convengo—
se vuelve aún más hermosa y más deseable.



14. Asclepíades: La flecha de fuego
Larga noche de invierno:
El sol se ha puesto
y en vano espero ante tu puerta.

Melisa, no es amor
sino la flecha
de fuego que clavó en su furia Eros.



15. Pablo Silenciario: Habla Melisa
—Cuando hago el amor con Pedro
me imagino que estoy con Carlos.
Cuando me toma Carlos pienso en Alberto
y si me tiene Alberto vuelve el deseo
de acostarme otra vez con Pedro.

Reniego siempre del que está en mis brazos.
Por tanto ellos
me aman con más ardor que a ninguna otra.

Mujer, si tú me juzgas una gran puta,
un mal ejemplo, un monstruo
(aunque muy hermosa),
desde luego lo acepto y estoy de acuerdo.

Pero entonces, amiga, por favor quédate
con la horrible miseria de que te ame
tan sólo un hombre en vez de tres o cuatro. -


José Emilio Pacheco
Es poeta, ensayista, cuentista, novelista y traductor. Entre sus muchos libros, el Fondo de Cultura Económica publicó No me preguntes cómo pasa el tiempo (Poesía 1958-2000).

El post está iluminado con frescos del sitio:
http://www.anarkasis.com/eroticon/home.htm

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domingo, setiembre 24, 2006

Salman Rushdie hace balance





- Así respondió Salman Rushdie, autor de “Los versos satánicos” (1988) a la extraordinaria sección “Lo que sé” de la revista norteamericana Esquire. El texto fue rescatado por Radar de Página 12, el 21 de mayo de 2006.

- En el balance, el autor inglés de origen indio se distancia de los años difíciles, ironiza de Dalai Lama, revela su admiración por Margaret Thatcher, refuerza su pasión de escribir, asegura que su objetivo “es escribir libros que perduren” y dictamina: “Si tuviera que elegir un libro de los últimos sesenta o setenta años, probablemente elegiría ‘Cien años de soledad’.”

- Otra revelación grandiosa del texto es que Rushdie reflexiona sobre lo que le marcó en vida: la capacidad que tiene el hombre para odiar y, sobre todo, la capacidad del coraje y la amistad que produjo su polémico libro por el que fue condenado a muerte.

K.


Lo que sé


Por Salman Rushdie

La gente me ha preguntado sobre aquellos años, y yo he respondido: “Fueron muy difíciles”. Y han agregado: “Sí, ¡pero ahora eres realmente famoso!”. Como si eso equilibrara la balanza. Nueve años de tu vida vs. realmente famoso. Es como la libra de carne. Imagínense, viene el diablo y te dice: “Puedo decirte que vas a morir a los 72 años, 4 meses, y 15 días de edad. Y no vas a ser nadie. Pero si estás preparado para morir a los 63 años, 4 meses y 15 días, yo podría arreglar que fueras una celebridad”. Hay gente que haría el trato. Tal es la locura del mundo en que vivimos.

El hogar es ese lugar en el que uno es feliz.

Mis padres, con alguna razón, me dicen que no es posible que haya recordado mis primeros momentos de vida. La familia musulmana hace la circuncisión en los primeros días de vida. Así que mis padres tienen razón. Realmente no hay manera de que un nene de dos días de edad pueda retener este recuerdo. Pero yo recuerdo la habitación de nuestra casa en la que ocurrió. Recuerdo el rostro de la persona que lo hizo. Y recuerdo el cuchillo bajando...



Algunas veces, escribir una novela no es muy distinto de tener un bebé. Habría que pedirle a una mujer novelista que compare el dolor.

Yo le destino la primera energía del día. Cuando me levanto, voy a mi oficina y empiezo a escribir. Todavía en pijama. Ni siquiera me lavé los dientes. Voy directamente. Siento que hay una pequeña reserva de energía creativa que ha sido nutrida de alguna manera por el sueño y no quiero desperdiciarla. Trabajo por una hora o dos, hasta que siento que ya tengo algo en marcha. Después puedo bañarme y vestirme.

Cada tanto hay un día que es como la brisa. Simplemente parece llegar. Quién sabe qué fuerzas hay adentro de uno en ese momento.

Me he encontrado brevemente con el Dalai Lama, pero probablemente diría que mi abuelo fue la persona más sabia que conocí. Era el padre de mi madre, un indio, un médico de familia, y muy diferente a mí, ya que era muy religioso. Peregrinó a La Meca, y rezaba sus cinco veces al día. Sus nietos se burlaban de él por el tiempo que le dedicaba a rezar. Aunque devoto, era la mente más abierta que conocí. Aun si eras chico le podías decir: “Abuelo, no creo en Dios”. Y él diría: “Uh-huh. Sentate acá y contame”. Y te hablaba con absoluta seriedad sin transmitirte la sensación de que debías ser criticado por tener ese punto de vista. Mirando atrás –él murió hace veinte años–, creo que tenía una generosidad de espíritu que contenía una gran sabiduría. Le dediqué mi última novela. Mi abuela, a quien también se la dediqué, era feroz, a propósito. Era ella la que era temible.

El período en el que John Kenneth Galbraith fue embajador de la India, allá por los ‘60, fue aquél en el que la gente inteligente todavía quería involucrarse en política.

El único político de los que he conocido de quien podría decir “ésa era una mente de primera” fue Margaret Thatcher. Es increíblemente filosa. Tiene una de esas inteligencias a la vez muy afiladas y muy intolerantes con la gente que no lo es. Así que tenías que saber realmente lo que estabas haciendo, si no, te hacía pedazos.

Dejé la universidad en 1968, e Hijos de la medianoche fue publicado doce años después. En el medio, básicamente estuve tropezando por ahí. Trabajaba en publicidad dos o tres días por semana para poder quedarme los otros cuatro o cinco en casa escribiendo. La publicidad era muy tentadora porque todo el tiempo trataban de sobornarme para que lo hiciera full-time. Cuando no tienes éxito como escritor, los sobornos empiezan a tener buena pinta. Empiezas a pensar: “¿A quién estoy engañando? Creo que quiero ser novelista, pero no estoy para nada encaminado, y mientras tanto acá está esta gente que me ofrece una vida confortable haciendo algo que estoy capacitado para hacer”. “¡No seas idiota!”, dice una voz. Y mi yo más joven decidió perseverar. Eso para mí es ser valiente: decidir que uno va a ser sí o sí esa persona de corazón que ha decidido ser.

Si tuviera que elegir un libro de los últimos sesenta o setenta años, probablemente elegiría Cien años de soledad.

Esto es lo que el divorcio no me ha enseñado: no me enseñó a no volver a casarme.

La respuesta convencional es: “Darle espacio a la otra persona; eso es lo que hace exitoso a un matrimonio”. Pero en mi caso tiene mucho que ver con el sentido del humor. Padma y yo descubrimos enseguida que a ambos nos resultan graciosas las mismas cosas. Y tenemos un gusto idéntico en comida.

Vean los lugares en los que el radicalismo islámico ha echado raíces. A todos los caracteriza la opresión de la mujer. Las mujeres musulmanas conocen muy bien los problemas de la cultura musulmana: están sobre su filo. Y creo que cuando llegue el cambio, vendrá de allí.

Si mi hijo fuera prejuicioso, estaría avergonzado. Lo vería como un fracaso como padre.

Estudié Historia en Cambridge, no Literatura. Y aprendí que una de las preguntas más difíciles de responder es: “¿Qué ocurrió?”. La gente disiente incluso respecto de la descripción más simple de un evento, sobre todo en una época en que el héroe de uno es el terrorista de otro.

Un mundo en que los avances médicos nos permitieran vivir para siempre es una idea terrorífica. Imagínense la multitud.



Han pasado siete años desde que las cosas volvieron a la normalidad y ahora, finalmente, Los versos satánicos se lee como una novela. Algunos la aman, algunos no la toleran, y en el medio existe todo un espectro de opiniones. Pero ya no es una papa caliente o una cause célebre o lo que fuera que era. Al fin es un libro.

La experiencia me enseñó mucho sobre la capacidad que tiene el hombre para odiar. Pero también me enseñó lo contrario: la capacidad para la solidaridad y la amistad. Me preguntaron sobre el coraje. Bueno, ¿cómo es? Una mujer que trabaja en una librería recibe una llamada anónima que dice: “Sabemos a qué escuela van tus hijos”. Y sin embargo, ella no deja de vender mi libro. Bombardearon las librerías, y no dejaron de vender el libro. A mi editor noruego le dispararon tres veces por la espalda y sobrevivió por un pelo, porque es un tipo de buen estado físico, que solía competir en el equipo de esquí noruego. Si no hubiera estado en forma, estaría muerto. Y su primera reacción, mientras se recuperaba de sus heridas de bala, fue reimprimir el libro. Eso es coraje.

El mayor daño que me hicieron fue que me transfirieron las características de los ataques en mi contra. Porque si no eran graciosos, ¿cómo iba a ser gracioso yo? Porque como era algo abstruso, teológico y lejano e incomprensible, entonces yo debía ser de ese modo. Y yo no soy así.

Cada tanto, voy a una fiesta y todos dicen: “¡Mírenlo! ¡Va a fiestas!”. Como si el placer tuviera algo de malo. Como si los escritores que ocasionalmente la pasan bien fueran sospechosos. Creo que Scott Fitzgerald la pasó mucho peor que yo en este sentido. Con todo, cuando terminó el siglo, todas las listas de los mejores libros norteamericanos tenían a El gran Gatsby como número uno. Así que aquí esa persona acusada de ser un peso liviano y un playboy, al final escribió la mejor novela norteamericana. ¿Cómo lo hizo? No lo hizo emborrachándose en las fiestas. Lo hizo porque era un genio. Y sabiendo cómo casarse con su genialidad y qué hacer con ella (y eso requiere trabajo). La mayoría de los escritores que conozco trabaja todo el tiempo. Y cada tanto sale de sus capullos, parpadeando bajo el reflector, y los acusan de ir demasiado a fiestas.

Una de las cosas a las que uno se resigna, cuando ya tiene algunos libros en su haber, es a que habrá alguna gente a la que simplemente no le va a gustar lo que uno hace. Leer es una de las cosas más extrañas: es una experiencia tan íntima que ocurre dentro de tu cabeza, así que si no te gusta, te sentís invadido. Y eso hace que la gente sea muy ruda en su respuesta: “¡Fuera de mi cabeza!”. No es lo mismo que ir al cine. La película está ahí afuera. El libro se mete adentro, y eso puede ser insoportable. Por eso, si a uno no le gusta un libro, a menudo lo odia.

Mi verdadero objetivo es escribir libros que perduren. Hijos de la medianoche cumplirá veinticinco años en abril, y lo que más me enorgullece es que todavía está vivo. Todavía es relevante para la gente, para una generación que no había nacido cuando se publicó. Lo encuentran, lo eligen, responden. Ese es el primer obstáculo: cruzar una generación. Para el momento en que uno cruza cuatro o cinco generaciones, ya sabe que el libro va a perdurar. Desafortunadamente, yo no estaré aquí para verlo. Pero al menos lo vi cruzar el primer obstáculo. Por eso, para mí, la literatura es un juego largo. ¿Cómo escribir algo que todavía sea interesante y significativo y valioso para la gente dentro de cien años? Ese es el juego en el que estoy metido.

Bueno, pero, para terminar, ¿qué sé yo? No estoy en el negocio de los profetas. He tenido algún problema con profetas. Así que me resisto a responder: “¿Qué estará pasando dentro de 50 años?”. Bastante difícil es entender qué está pasando ahora.



Salman Rushdie
(Gran Bretaña, 1947)


Las iluminaciones de este post pertenecen:
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sábado, setiembre 23, 2006

Árbol K.: Life is short de John Ashbery





- John Ashbery es el más grande poeta estadounidense vivo. Poeta difícil y exigente, anota Jordi Doce en una lectura de Abc.es. Sus libros más leídos han sido traducidos al español. El 2004, en Barcelona, ha sido traducido Three Poems (Tres poemas) en DVD Ediciones, del que el ciudadano K. ha extractado un fragmento. Desde Self-Portrait in a Convex Mirror (1975), la poesía de Ashbery se la lee con atención y con mucha adhesión no sólo en el país del Norte, sino también en la Unión Europea, México, Chile y Bolivia. La traducción del fragmento pertenece a Julián Jiménez Hefferman.

K.



La vida es corta
(fragmento literario)



Porque la vida es corta
debemos acordarnos de seguir haciéndole la misma pregunta
hasta que la pregunta repetida y el silencio idéntico se conviertan en respuesta
en palabras abiertas y apretadas contra la boca
y el silencio final revele el revestimiento
hasta que por fin este objeto exista de manera separada
en todos los niveles del paisaje y en el cielo
y en las personas que tímidamente lo habitan
el nombre encerrado para el que se abre, al polvo y a ningún pensamiento
ni siquiera el de la muerte, el primer pensamiento confuso que en ti se desencadena y que luego no es posible detener.
Se trata de tanto despojo de vida, como tal no puede transmitirse
en otra sustancia útil, sino que es irreductible
desde estas miradas y silencios pétreos y protestas tumultuosas.
Pero se trata de tu paisaje, la prueba de que estás allí,
con el que tratar o en el que perderse
donde podrían ocurrir los cambios silenciosos.


Because life is short / We must remember to keep asking in the same question / Until the repeated question and the same silence become answer / In words broken open and pressed to the mouth / And the last silence reveal the lining / Until at last this thing exist separately / At all levels of the landscape and in the sky / And in the people who timidly inhabit it / The locked name for which is open, to dust and to no thoughts / Even of dying, the fuzzy first thought that gets started in you and then there’s no stopping it. / It is so much debris of living, and as such cannot be transmitted / Into another, usable substance, but is irreducible /From these glares and stony silences and sharp-elbowed protests. / But it is your landscape, the proof that you are there, / To deal with or be lost in / In which the silent changes might occur. //

John Ashbery
(EE UU, 1927)


Sitios para leer:
http://epc.buffalo.edu/authors/ashbery/

Lecturas sobre su obra:
http://epc.buffalo.edu/authors/perloff/ashbery.html
http://www.poets.org/poet.php/prmPID/238

Este post está iluminado por:
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Arbol K.: Pound canta a través de José Hierro





–La obra de José Hierro ocupa un lugar fundamental en la poesía española del último medio siglo. El poema que posteo abajo fue extractado de “Cuaderno de Nueva York” (Madrid, 1999), un libro que establece un diálogo múltiple con la Gran Manzana. Su admiración por el poeta anglosajón Ezra Pound le ha permitido a Hierro crear un poema único cuyo mayor tributo es liberar la voz del autor de “Cantos Pisanos”.

K.



Monólogo


Mis cantos definitivos. Los de la plenitud y el miedo. Tengo miedo. Tengo –soy, estoy– jaula. Las palabras más eficaces las de mi lengua y las ajenas, vivas o muertas, oxidadas y aún hermosas, mágicas como el chino, de llave inencontrable, como el bengalí. Miedo, jaula, escribo. Miro a cada instante la puerta cerrada. Podría entrar por ella el doctor, el coronel, el judío, el sayón, el comunista con su escalpelo, su espada, su estrella, su látigo, su hoz. Traen la jaula en la mano, para encerrarme, y en ella permaneceré hasta el fin de mis días. Sin papel, sin pluma mi mano. Así, ¿cómo sobrevivir, escribir, liberarme del tiempo? Traen el dolor: nada me importa. Del dolor irresistible nacen estos últimos cantos. Los más intensos que jamás pude soñar. Alguien –no sé quién– los entenderá. Tal vez. T.S. Eliot los corrija y depure como yo corregí los suyos primeros. La jaula. Pero dentro. Fuera de ella escribo los últimos cantos que arranqué a la vida. Los escribo dentro de la jaula de mi vida. No podría escribirlos en mi memoria, como con un dedo, sobre el vidrio empañado por el frío de afuera. Necesito verlos, no sólo recordarlos. Tenerlos presentes ante mis ojos, no como náufragos, pecios sobre la arena. Mis salvadores.

Sangro palabras por mis venas ancianas, me desangro sobre el papel. Mi sangre irá a algún banco de sangre y alguien, un día, la solicitará para sobrevivir. Tengo sangre, miedo, jaula. Tengo Dorothy, Shirley, Carolina, o como se llame esta mujer, estas mujeres de verde y blanco almidonado. Me recorta la barba, arregla el embozo de mi cama, me anima a comer –con voces desafinadas, como si me creyese tonto o sordo– estas comidas repugnantes que sabven a clínico, a puritanos, a América, me inyecta y me hace tragar píldoras de muchos colores. A Mae, o Dorothy, o Carmen, o como se llame le entrego cada tarde mis cantos, mis papeles, cantos rodados y redondeados por el sufrimiento. El doctor lo permite. Sabe que escribir es una excelente terapia para los locos. Ella es mi cómplice. Guarda mis cantos. Se los entrego, numerados, plegados, ordenados, después de besarlos en son de despedida provisional. Beso la mano de ella, de ellas. Pongo en mis labios el dedo índice, recomendándole silencio y secreto. Sólo ellas deben verlos. No quiero que los utilicen como pruebas contra mí. Autoinculpaciones subconscientes del arrepentido o el obstinado, traidor, fascista, colaboracionista, hijo de puta. Quiero que nadie ponga su mirada en estas úlceras. El pus le saltaría a los ojos. Yo no soy traidor a mi única patria que es la poesía. No quiero su comprensión, su compasión ni su desprecio. Más miedo, más jaula, más muerte. No sé si sueño cuando doy a Doris, Gladis, a Miss Figura almidonada, oficiosa figura de cera, mis testimonios, mi testamento. Vuelvo a besar su mano, agradecido como un perro. Le recuerdo que estos pájaros de papel volarán algún día, se posarán en manos amigas. Me salvarán. No quiero sombra, hielo vacío. Buenas noches, Helen, Margaret, Anne, o como te llames.

Y cuando abre la puerta, y me saluda desde el umbral de esta habitación sin ventanas, sin espejo –¿cómo será mi rostro? – sin nada que me permita suicidarme, oigo el rumor del río que no me dejan ver, el East River, el East Tiber que me tare palomas de Roma.


José Hierro
(España, 1922-2002)

Sitio oficial del poeta:
http://www.artepoetica.net/

En Wikipedia:
http://es.wikipedia.org/wiki/José_Hierro

Más poesía:
http://www.poesia-inter.net/indexjh.htm

La iluminación fue extractada del sitio:
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viernes, setiembre 22, 2006

Philippe Salaün encalla en Bolivia


- El poema que posteo abajo se exhibe como una fotografía en la exposición “África, ida y vuelta” del fotógrafo francés. La muestra fue inaugurada el pasado jueves 14 y permanecerá abierta en La Galerie de la Alianza Francesa de La Paz hasta el próximo 30 de septiembre.

1. En negro y blanco, las fotos de Philippe Salaün (1943) son un homenaje a la diversidad cultural que celebra con los retratos y los detalles que vienen alimentando una cultura. Las imágenes que nos muestra esta selección son simples, humanas: gente, gestos, vida, según el sitio de la Alianza Francesa.

2. Pero la mirada del fotógrafo va más allá: en busca de las raíces africanas, en busca de esta cultura que se reinventó una identidad en otro continente y que, como en eco, responde a la África contemporánea a través del homenaje que Salaün hace al fotógrafo africano Seydou Keïta.

3. Philippe Salaün, maestro en el retrato, se quedará en Bolivia para una residencia, acompañando el trabajo que realizará el músico Lokua Kanza (Congo) con la comunidad afro boliviana en el marco del proyecto de músicas actuales “África, Ida y Vuelta”.

4. El sitio de Salaün denominado Perso.orange.fr muestra las series de su trabajo a lo largo del mundo (Vietman, Mali, Perú y Bolivia) y un curriculum especial de su carrera fotográfica.


K.




Cuando nací, yo era negra.
Cuando crecí, yo era negra.
Cuando estoy enferma, yo soy negra.
Cuando tengo frío, yo soy negra.
Cuando muera, seré negra.
Pero usted… cuando nace es rosado.
Cuando crece… es blanco.
Cuando está enfermo… es verde.
Cuando sale el sol, se torna rojo.
Cuando está con frío, es azul.
Cuando muere, se torna morado.
¿Y tiene el coraje de llamarme de “color”?

(Perú, 2002)

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"La poesía vale un Perú"


-Así han denominado a la 1ª Bienal Metropolitana de Poesía - II Festival Internacional en Uruguay con la participación de los poetas peruanos (Carlos Germán Belli, Rodolfo Hinostroza, Ricardo Silva-Santisteban), los poetas uruguayos (Jorge Arbeleche, Cristina Meneghetti, María Gravina), el poeta chileno (Andrés Ajens) y la poeta cubana (Damaris Calderón).

1. La Dirección General de Cultura de la Comuna Canaria informa que del 2 al 6 de octubre de 2006 con la participación de 15 poetas de Perú, Cuba, Chile, Argentina y 25 poetas uruguayos se realizara la 1ª Bienal Metropolitana de Poesía - II Festival Internacional en Uruguay.

2. La información fue proporcionada a blog K. por el poeta chileno Andrés Ajens, quien se dirige a Montevideo, Uruguay, este fin de semana. Las actividades serán todos los días con Lecturas en el Cabildo de Montevideo a partir de las 17:30 horas. También habrá espectáculos de danza y música.

3. La bienal es realizada por la Intendencia Municipal de Montevideo bajo proyecto y dirección general de Luis Bravo y la poeta Silvia Guerra.

4. El martes 3 y el miércoles 4 de octubre se llevarán a cabo “Jornadas críticas internacionales sobre poesía peruana” en el Centro Cultural de España con poetas y críticos peruanos y uruguayos.

5. El jueves 5 de octubre habrá Lecturas de poesía en los Departamentos de Maldonado y Canelones con entrada libre.

“Jornadas críticas internacionales sobre poesía peruana”
6. Serán los días 3 y 4 de octubre con participación gratuita, pero con inscripciones previas y limitadas en el C. C. E., enviando un breve cv y sus datos desde el 1º hasta el 29 de septiembre a ( a_academicas@cce.org.uy), o en Rincón 629 entre las 11:30 y las 20 horas.

7. Las lecturas de poesía se realizarán con entrada libre en el Cabildo de Montevideo de 17 a 22 horas.

Canelones y Maldonado
8. En su carácter “metropolitano” la bienal ha coordinado con las Intendencias Municipales de Maldonado y de Canelones una serie de recitales de los poetas extranjeros que tendrán lugar en centros culturales y educativos de las respectivas capitales departamentales el día Jueves 5.

Homenaje
9. El miércoles 4 de octubre a la noche en la Sala Zitarrosa se realizará un Homenaje a los 100 años del nacimiento de nuestro Líber Falco, otro homenaje al poeta peruano Jorge Eduardo Eielson (1924-2006), prosiguiendo la función con Poesía en Escena, a cargo de músicos, poetas y performers uruguayos y argentinos.

K.


Por consultas:
bienalpoesia@montevideo.com.uy

Fuente:
http://www.imcanelones.gub.uy/contenido/PrensaContenido.htm
http://www.montevideo.gub.uy/noticias.htm
http://www.maldonado.gub.uy/centro.php



Las iluminaciones de este post perteneces a los blog:
http://noticiasfondoeditorialunmsm.blogspot.com/
http://www.poesiaenformadepajaro.blogspot.com/


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jueves, setiembre 21, 2006

"Pampita" detiene los ojos en la Web


-Todavía en prueba y la ventana Web ya es visitada por muchos usuarios del mundo.

1. El sitio de Ana Carolina “Pampita” Ardohain Dos Santos está "casi todo" lo referente a una de las modelos más importantes de Argentina y de América latina.

2. Aún en etapa de prueba desde el 22 de agosto de 2006, el sitio anticipa que ofrecerá “novedades y actualizaciones” sobre la diva que pasa un mal momento a raíz de su proceso de divorcio.

3. Nacida el 17 de enero de 1978, en Santa Rosa, La Pampa (Argentina), “pampita” es modelo profesional de Dotto Models.

4. La ventana ofrece el 99 por ciento de información (escrita y fotográfica) sobre su rauda carrera de modelo a través de cinco secciones.

5. En la sección “Información”, se refiere que “Pampita” actualmente “es una de las mas prestigiosas modelos del país, con una corta pero importante carrera como modelo, teniendo éxito también en gran parte de Latinoamérica y Europa.”

6. También en esta sección se han subido casi todas las notas y entrevistas a la modelo realizadas entre 2001 y 2004 por revistas internacionales que suman 76. La única nota periodística de Bolivia titula “Pampita se suma al espectáculo del año”, que fue extraído de El Nuevo Día, Diciembre 2003.

7. Algunas marcas que eligieron su imagen: Victoria Secret`s, Vanity Fair, Getien UnderWear, Falabella, WonderBra, Kosiuko, Lady Store, Stupenda, Avon y C & A.

8. En la sección de “Fotos” se exhiben los trabajos de “Pampita” para Atlántida Digital, Backstage, Campañas, Capturas TV, El Rayo, El Sitio, Revistas y varias.

9. También en la sección “Especiales” existen una infinidad de tomas de su paso por escenarios de belleza y pasarela mundial.

10. En la sección “Downloads”, se han subido Screensavers y Skins, videos y wallpapers para ser vistos o bajados.

K.

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Claudia Portocarrero impacta en Perú


- Tiene 21 años y ha triunfado en la pasarela “Moda en la Gran Muralla” que transmitió Panamericana Televisión el pasado sábado 2 de septiembre, días antes del gran evento de moda y belleza en Bolivia, “La Gran Estación” organizado por Pablo Manzoni.

1. "Yo solo quiero salir adelante, no me importa si me ponen trabas", dijo en tono desafiante Claudia Portocarrero al Diario La República, la modelo oriental que ha conquistado la selva de cemento que es Lima, Perú.

2. En efecto, Claudia ha reconocido, además, que entrar a las ligas mayores de la pasarela limeña le ha costado más de un dolor de cabeza.

3. "Hace seis años que vivo en Lima con mi madre y mis hermanos, pero recién hace poco más de un año que modelo. Fue de pura casualidad y sin querer he participado en dos ediciones del Abtao Fashion", cuenta.

4. Junto a la modelo Adriana Quevedo, la top model peruana engalana “en desnudo” la portada del número de aniversario de la revista Belleza & Estilo, que dirige Marco Antonio.

5. El evento de “Moda en la Gran Muralla” contó con la presencia de las más cotizadas modelos de Perú, la bellísima Viviana Rivasplata junto a las no menos atractivas Thalía Ibáñez, Claudia Portocarrero, entre otras.


6. Acontecimiento de belleza más importante de Lima, que fue producido por Nino Peñaloza en pleno centro de Lima, ha estado a la altura de los más glamorosos desfiles internacionales, según repercusiones en la prensa local.

K.


Las iluminaciones de este post pertenecen
a la Galería Chicas Malcriadas
y al sitio Perumodelos.net

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Un “golémico” de nuestro vecino Ajens

- “Mira este golémico, vecino”, con este ligero mensaje on-line, el poeta chileno Andrés Ajens ha enviado este poema para la sección de poesía Arbol K., el pasado 16 de septiembre, que el ciudadano K. pasa a copiar abajo. Indudablemente el aporte poético de Ajens a este blog es constante como para seguir el ejemplo. Al parecer, su pasión por los poetas bolivianos es más fuerte que su amor por Chile.

K.

OLÍA A KAYA, A DESENQUISTA


la lucha intracolosal, quiasma ardiente
marítimo al fin y al cabo y aun de hornos
o demolítico por lonquén y antes bien
campos europolíticos, desbande padre y piedra
que la oreja de jeroslav seifert guarda y alterna
ante la puerta de un matías: solía sentarme ante la reja
castellana y miraba pelear a los gigantes
la guerra de a poco retrocedía
sonábanme las tripas de pura hambre, retraducía
no lejos del cementerio de praga
su doble mundialidad por angas y por mangas
pobrísima traslación de campos el 52 en bolivia
un suplemento de oriente menos que entrevista
risible relegación y aun campos de japoneses en chile
desde el 20.Jänner del 45 en adelante, antes
que yasusada tan traducible como intraducible pudiera
siquiera anoriginarse, esto es
por obra y gracia del futuro imperio de un September.11
el país entrara en guerra (y saliera raudo
sin disparar un tiro) contra su homónimo del sol naciente
ejército jamás vencido habrá repetido hasta el hipo
pinocchio en charaña ante el burrero (no por nada
charaña en alemán no significa nada) frente a su espejo
la metáfora de la lucha de la metáfora
como la lucha de la metáfora de la lucha
con/tra la droga, tropo y tropa (interexterior), cedía
escindía ya la sonajera hilos de gepettos y de narcoevangelistas
¿de tripas corazón? olía
cuando con zacarías vamos al cementerio a comer ispi
y kaya (cuyo aroma al paso desenquista
conquista y aun antropolítica descolonial y desconquista) más tarde
una q’ara rucia nos pide limosna en la pérez velasco
apenas habla, piernilarga, la golémica aparición nos toma la mano: in Deutschland
sempre aiudé a los borrachios bolivianos (sic) — nos miramos
aquí falta algo, nuevantigua foto, vecino, ¿cómo no darle un marco?


Andrés Ajens
(Chile, 1961)


Intemperie Ediciones:
www.intemperie.cl

Las iluminaciones de este post pertenecen a:
http://www.peterbailey.co.uk/zena2.html

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miércoles, setiembre 20, 2006

BZ es la empresa Web líder de Bolivia





- Diseña el futuro de Bolivia. En menos de dos años, desde su creación en 2004, BZ logró una cartera de más de 80 clientes corporativos (locales e internacionales) y sus ventas han aumentado con relación al año pasado.

1. BZ Designers es una agencia especializada en diseño web, e-marketing, e-commerce, diseño gráfico y flash multimedia, con la visión y experiencia de una empresa de estándares internacionales.

2. Aunque empezó con un escritorio y una pentium II, BZ Designers “es ahora un lugar placentero para trabajar, tenemos monitores LCD, estantes donde poner nuestros premios e incluso representaciones en Estados Unidos y Europa.”

3. El equipo de Diseñadores Web, Multimedia y Diseñadores Gráficos de BZ trabajan en la ciudad de Santa Cruz de la Sierra a fin de brindar al cliente soluciones que maximizan la percepción de su marca aumentando sus ventas. “Sabemos qué hacer para lograr éxito en Internet y trabajamos para entregarle resultados”, aseguran en su sitio.



4. Los servicios que ofrece al cliente va desde la Consultoría Web (planificación, estrategia y análisis). Diseño Web Profesional (diseño y desarrollo de sitios web). E-Marketing (campañas publicitarias en Google, SEO) y Web Multimedia (CD multimedia y animaciones flash.

5. La empresa norteamericana Brainbench ha otorgado BZ Designers una certificación Internacional de Diseñadores Web Profesionales. Esta certificación abarca más de 15 materias relacionadas a Internet para las cuales la empresa Web boliviana ha tenido que rendir arduos exámenes para calificar.

6. Los proyectos recientes que BZ Designers ha desarrollado con éxito y profesionalismo en Bolivia son: TIGO Bolivia, Avícola Sofía, Aceite Fino S.A. y Nexcom Bolivia.



7. Otro trabajos de diseño Web de BZ fueron para Modelo de Feria, Sociales VIP, Sonilum, Nativo Tour, Orog Negro, Bolivia Fútbol, Prefectura de Santa Cruz, entre otros.

8. ¿Quiere formar parte del equipo de BZ? BZ Designers es una excelente alternativa de trabajo para gente Web de Bolivia: “Nuestro grupo no solo es creativo, si no un verdadero equipo. Con presencia en Norte América, Sud América y Europa expandimos nuestra capacidad al resto del mundo, por eso no importa donde te encuentres, es probable que te estemos buscando”, se anticipa en el sitio Web.

9. En efecto, BZ Desirgners ofrece empleos sofisticados (Ejecutivo de Ventas, Programador PHP/MySQL y Diseñador Web) y aguarda a personas que libere la creatividad de su mente y muestre talento en management informático. En su sitio Web ha abierto una sección de correo on-line (se anota abajo de este post) para enviar hoja de vida o llenar una aplicación de trabajo.

K.


Para enviar solicitudes BZ:
jobs@bzdesigners.com

Contacto con BZ:
USA
2500 Lazy Hollow
Suite 211C
Houston, TX 77063
Teléfono: +1 (972) 200-5837

Sudamérica
Av. Beni 277 Of. 206
Edificio Casa Grande
Santa Cruz - Bolivia
Teléfono: +591 (3) 341-5941

Europa
18 Arbesova St.
PO Box 30 100
Pilsen - Czech Republic
Phone: +420 (732) 226-047

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Diálogo de danza contemporánea en Cochabamba


- Compañías nacionales y coreógrafos internacionales participarán de este festival que realiza desde hoy en su tercera versión bianual.

1. El Centro Pedagógico y Cultural Simón I. Patiño organiza el III Festival de Danza Contemporánea, que se llevará a cabo en la ciudad de Cochabamba entre el 20 y el 24 de septiembre de 2006, refiere el sitio eListas.net.

2. La danza contemporánea se puede entender como una forma orgánica de arte, una constante búsqueda de posibilidades comunicativas desde el cuerpo que dialoga con el aquí y ahora.

3. También “la danza es un medio de conocimiento e interpretación del mundo, basado en un vocabulario de emociones articulado con técnicas coreográficas.”

4. El Festival de Danza Contemporánea, organizado bianualmente, se ha convertido en una instancia importante para la proyección y enriquecimiento del talento nacional a través de un diálogo con compañías y coreógrafos internacionales así como con el público asistente.

5. Entre los invitados locales se encuentran: Vidanza (Cochabamba), Katak (La Paz), Atempo, Estudio de Danza Contemporánea Melo Tomsich (Cochabamba), Noreen Guzmán de Rojas (La Paz).

6. Los invitados internacionales incluyen a Quiatora Monorriel (México), Yannick Hugron de Francia, Frente de Danza Independiente (Ecuador), Provisional Danza Carmen Werner (España), Mirella Carbone (Perú) y Art Mouv' (Córcega).

7. El afiche de esta versión (ver iluminación de arriba), elaborado por el diseñador, Sergio Estrada, es un claro ejemplo de arte que alimenta al arte -en este caso, la gráfica que representa y presagia el espíritu de lo que apuntamos a alcanzar con este tercer festival: expresión, libertad, espacio.

8. “Creemos que nuestro diseñador, Sergio Estrada, se lució esta vez”, apunta un post en el blog Danzacontempo que fue creado por el Departamento de Proyectos Especiales del Centro Pedagógico y Cultural Simón I. Patiño para informar sobre la realización del III Festival Internacional de Danza Contemporánea, que se realizará en Cochabamba, el 20, 21, 22, 23 y 24 de septiembre de 2006.


K.

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lunes, setiembre 18, 2006

Tsunami contra modelos flacas en Londres y Milán


- Modelos 'esqueléticas' quedarían fuera en la semana de la moda Londres, Inglaterra, que se inicia este lunes 18. Lo mismo podría pasar en la pasarela de Milán, porque quieren seguir el ejemplo de España.

1. La Pasarela Cibeles de Madrid, España, abrió una ola polémica cuando dejó fuera a modelos demasiado flacas en la Semana de la Moda que abrió este lunes, porque se cree que tienen un impacto negativo en las mujeres. Este oleaje en la moda española está por formar un tsunami en Europa, porque la moda en Londres y en Milán quiere seguir el mismo veto.

2. En efecto, la ministra británica de Cultura, Tessa Jowell, urgió el sábado a los organizadores de la semana de la moda de Londres a prescindir de las modelos "esqueléticas" en sus pasarelas, destaca una nota de Reuters difundida el sábado 16 de septiembre.

3. Aunque, el Consejo Británico de la Moda (BFC por su sigla en inglés), encargado de la semana de la moda de Londres, ha dicho que no le dirá a los diseñadores cómo organizar sus desfiles.

4. Sin embargo, decidió cancelar una sesión fotográfica prevista para el domingo 17 debido a que "no estamos dispuestos a agregar más ímpetu a la publicidad que rodea a este complicado tema."

5. La creciente tendencia por utilizar modelos ultra delgadas en la industria de la moda ha generado controversia durante la temporada de desfiles.

6. La semana de la moda de Londres, que comienza el lunes 18, sigue a la de Nueva York y antecede a la de Milán y París.

7. Los organizadores madrileños tomaron la medida sin precedentes de rechazar a las modelos por debajo de su peso ideal, argumentando que deseaban proyectar una imagen de salud y belleza.

8. Las nuevas normas españolas estipulan que las modelos con un índice de masa corporal por debajo de 18 no podrán aparecer en las pasarelas.

9. "La promoción por parte de la industria de la moda de un concepto de belleza ligado a la extrema delgadez está afectando la salud de las adolescentes," dijo Jowell, quien urgió a Londres a seguir el ejemplo de Madrid.

10. La alcaldesa de Milán, Letizia Moratti, dijo que buscará una prohibición similar para la semana de la moda de Milán, a menos de que logre encontrar una solución para las modelos que lucen "enfermas."

La iluminación del post pertenece a Sociales de El Deber

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